quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Terapia floral 2

A maioria das pessoas, familiarizadas com a abordagem de cura através de essências florais, acredita que essa terapia originou-se no início do século XX, com o Dr. Edward Bach. Mas na realidade, foi ele quem recebeu a missão de sistematizar um conhecimento milenar, que foi sendo gradualmente resgatado, no decorrer dos séculos, por varias personalidades como Paracelso, Hahnemann, Goethe, Steiner, Yung e tradições como a fitoterapia, o xamanismo e a medicina popular.

Esse conhecimento foi tecido à partir de associações de experiências, intuições, percepções e descobertas baseadas principalmente na observação de sensitivos inspirados de alguma forma pela alquimia das flores em sua comunicação com a Natureza.

Essas personalidades percorreram uma longa trajetória de aprendizado, enquanto a humanidade aguardava o momento de amadurecer o suficiente para compreender e usar essa dádiva de cura da natureza e acordar para a tarefa alquímica de juntar as partes física, emocional e espiritual de nós mesmos.

Dr. Bach foi um pioneiro que estava muito adiantado em seu tempo e no início do século suas idéias não tiveram uma acolhida muito calorosa. Entretanto a humanidade foi evoluindo, tanto científica quanto espiritualmente e ao final do século, a semente plantada por ele frutificou envolvendo o mundo inteiro em suas lições de sabedoria.

Ele antecipou nossa atual revolução de saúde, enfatizando as substâncias naturais, bem como integrando tanto a mente quanto o corpo na consciência da saúde.
Também nos mostrou a necessidade da auto-responsabilidade e do envolvimento pessoal no processo de cura da doença. Ele foi um cientista dedicado, um pesquisador incansável, um sensitivo idealista, altamente espiritualizado, com uma forte afinidade com a natureza, a ponto de perceber, muito cedo em sua vida, que a alma humana e o espírito da natureza não mais estavam em harmonia. Necessitavam de uma re-união.

Mas ao final de seu trabalho ele achou que precisava simplificar toda a fundamentação teórica de suas pesquisas, com a intenção de facilitar a compreensão de seus postulados e tornar as suas essências florais acessíveis a todas as pessoas.

Durante varias décadas as 38 essências circularam de forma muito reservada, gradualmente e sem alarde, abrindo caminho ao redor do mundo. Os resultados alcançados foram divulgados boca a boca, por vários terapeutas e usuários e ao final da década de setenta, essa semente escondida começou a frutificar, sendo que as essências receberam maior reconhecimento ao se constatar que a principal qualidade delas foi a de fazer a ligação, de uma forma segura e eficaz, entre a saúde emocional e a física, incluindo também a saúde espiritual.

A partir dai terapeutas do mundo inteiro passaram a intensificar e ampliar suas experiências, associando às essências, novos elementos além de flores, criando novos sistemas de florais. Muitos esforços tem sido desenvolvidos em todos os continentes para entender a linguagem das flores e congressos internacionais e nacionais tem sido realizados para compartilhar, definir e estabelecer objetivos de cura, estimulando com isso novos estudos e vivências, associados à terapia floral.

Encontrar nosso caminho rumo à uma ciência espiritual da terapia floral é uma jornada verdadeiramente pioneira e desafiadora, na qual mal demos os primeiros passos. A nossa tarefa atual é criar uma alquimia moderna, uma nova ciência da Natureza, que possa nos ajudar a compreender melhor as plantas que usamos nas essências e os efeitos que elas produzem nas pessoas.

Todas as observações e estudos que realizamos sobre as plantas são importantes contribuições para a nossa compreensão de suas propriedades porém o todo ainda é maior do que a soma de suas partes. Quando vivenciamos a planta em seus diferentes níveis, desenvolve-se entre nós e elas um relacionamento mais elevado, que parte de nossa compreensão sensorial e mental e vai se refinando até tornar-se uma percepção consciente extra-sensorial e meditativa. Só a partir dai podemos perceber os campos de energia sutil da planta, ouvir sua mensagem interior e vivenciá-la no nível mais profundo do seu ser.

Essa sintonia com a planta tem de ser aprendida e precisa ser repetida muitas vezes até que o terapeuta desenvolva a sensibilidade e a clareza para compreender a mensagem da alma da planta e dessa forma entender a necessidade da alma da pessoa a quem assiste.

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