Durante 40 anos o conhecimento sobre "Os remédios Florais do Dr. Bach ficou guardado no Centro Bach, no Pais de gales, na Inglaterra, sendo utilizado somente pelas pessoas que conviveram e trabalharam com o Dr. Bach. Mas a partir de 1979 esse conhecimento começou a ser divulgado por outros terapeutas e surgiram novas pesquisas seguindo a orientação recebida do Dr. Bach.
Ao longo deste século e do século passado o estado de consciência que temos de nós e do mundo que nos cerca, evoluiu consideravelmente. Encontrar nosso caminho rumo à uma ciência espiritual da terapia floral é uma jornada verdadeiramente pioneira e desafiadora, na qual mal demos os primeiros passos.
A tarefa atual dos terapeutas florais é criar uma alquimia moderna, uma nova ciência da Natureza, que possa nos ajudar a compreender melhor as plantas que usamos nas essências e os efeitos que elas produzem nas pessoas.
Todas as observações e estudos que realizamos sobre as plantas são importantes contribuições para a nossa compreensão de suas propriedades porém o todo ainda é maior do que a soma de suas partes. Quando vivenciamos a planta em seus diferentes níveis, desenvolve-se entre nós e elas um relacionamento mais elevado, que parte de nossa compreensão sensorial e mental e vai se refinando até tornar-se uma percepção consciente extra-sensorial e meditativa. Só a partir dai podemos perceber os campos de energia sutil da planta, ouvir sua mensagem interior e vivenciá-la no nível mais profundo do seu ser.
Essa sintonia com a planta tem de ser aprendida e precisa ser repetida muitas vezes até que o terapeuta desenvolva a sensibilidade e a clareza para compreender a mensagem da alma da planta e dessa forma entender a necessidade da alma da pessoa a quem assiste.
Terapeutas, curadores e aconselhadores nem sempre estão preparados para esse papel, devido à precariedade de nossa formação profissional. Os primeiros terapeutas que se aventuraram a utilizar as essências em seu trabalho terapêutico foram auto-didatas, pessoas arrojadas, que experimentaram em si mesmas as essências e ao sentir os resultados do seu uso, decidiram compartilhar com a humanidade as suas vivências extendendo esse benefício à pessoas a quem assistiam.
Muito se aprendeu com esses corajosos e abnegados pioneiros que, após um período experimental, passaram a registrar na literatura, de forma mais sistematizada e acadêmica as suas descobertas, o que muito contribuiu para os terapeutas que os sucederam.
Mas hoje necessitamos mais do que uma rica literatura, oriunda de várias partes do mundo, falando sobre as qualidades das essências. É necessário que consideremos o papel do terapeuta floral como uma nova profissão, que exige uma formação específica, caracterizando seus direitos e deveres através de um código de ética bem estruturado, definindo seus limites de competência e abrangência através da auto-regulamentação profissional e estabelecendo um currículo básico de formação interdisciplinar envolvendo inúmeros campos de estudo, incluindo a biologia, a botânica, a ecologia, a filosofia, a física quântica, a fitoterapia.a geologia, a geomancia, a quimica, a psicologia transpessoal, a sociologia e outros.
Além disso é de fundamental importância para o terapeuta, além do conhecimento acadêmico, o auto-conhecimento e o seu desenvolvimento interior, durante todo o processo de formação profissional, bem como a continuidade disso posteriormente, durante o exercício da profissão.
É indispensavel que o terapeuta floral apresente uma saudavel estrutura de ego, conservando e ampliando sua sensibilidade e receptividade inatas, além de aprimorar suas habilidades enquanto observador científico. Essa é uma habilidade fundamental e necessária para que o profissional se torne perito na seleção de essências florais e na avaliação dos resultados de suas escolhas.
Também necessita de um profundo conhecimento psicológico para entender e interpretar o processo de transformação interior ou as resistências que podem ocorrer durante esse processo, para poder interpretá-las corretamente, sinalizando-as aos seus clientes.
Para que isso se concretize é fundamental a estruturação das associações regionais de Terapeutas Florais, estimulando seus associados a organizarem comissões para estudar as questões básicas dessa nova ciência, elaborarem documentos fundamentados nas ciências envolvidas e organizarem-se como um grupo coeso e integrado para defender e orientar a auto-regulamentação da profissão.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
O Terapeuta Floral
Postado por jujucanteiro às 17:29
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